Realidade
indiscutível na atual conjuntura do Brasil, a cana de açúcar ocupa cada vez
mais espaço na área plantável do país. Cada ano mais visíveis na região de
Frutal, as plantações preocupam não só pela substituição das culturas
tradicionais, mas também pela queima da cana, causadora de cinzas que flutuam
pela zona urbana do município.
Ainda
assim, de acordo com o Secretário Municipal de Meio Ambiente, José de Silva
Souza Neto, a área plantável do município ainda é ocupada somente 27% pela cana
de açúcar. Zé Neto, como é conhecido, diz que a maior parte das culturas do
município está no interior, enquanto a cana é plantada sempre às margens de
estradas, causando a impressão de um domínio da mesma.
Conforme o Engenheiro Agrônomo e professor da
UEMG, Michel Fernandes, a cana de açúcar é mais favorável ao meio ambiente que
o pasto para o gado, por exemplo. “Ela produz mais massa vegetal, ela libera
mais oxigênio, através da fotossíntese, e consome mais dióxido de carbono do
ar, diferentemente de uma pastagem, que praticamente não tem cobertura
vegetal.” Mas deixa claro que nada se compara à mata natural. “Nada supera a
mata, e nada tem a mesma ajuda ao ambiente que uma mata nativa, que uma Mata
Atlântica, que um Cerrado.”, diz.
Quanto à queima da cana, que deve ser
totalmente proibida até 2014 em todo o Estado de Minas Gerais, o também Engenheiro
Agrônomo e especialista em gestão ambiental e agricultura orgânica do HIDROEX,
Marco Antônio Castanheira, confirma a necessidade de tal intervenção e defende
a colheita através de máquinas. “Ao fazer a colheita mecanizada, você colhe
aquilo que você precisar pra levar pra usina e moer, e deixa no solo uma boa
camada de matéria orgânica.”
Escrito por: Felipe Soares
6ª Período de Comunicação Social / Jornalismo - 2012
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