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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Bagagem cheia de aprendizado e muita história para contar


Estar preparado para novos desafios, turbinar o currículo e ainda adquirir conhecimento através de novas experiências é a busca de diversos jovens. Na maioria das vezes, para ter contato com o novo mundo de oportunidades, a opção mais interessante é o intercâmbio. Conhecer de perto novas culturas, aperfeiçoar idiomas, desenvolver independência, ampliar a rede de amigos internacionais e sair, definitivamente, da sua rotina, são um dos benefícios de passar um tempo fora do país.

Carolina Mesquita (do meio) durante sua estadia
nos Estados Unidos
A experiência internacional, mesmo que seja por pouco tempo, como cursos de curta duração são bastante válidos e consideráveis para o crescimento do intercambista, que consegue expandir os seus conhecimentos e vivenciar momentos incríveis. Foi o caso de Carolina Mesquita, 19, estudante do 4º período de Comunicação Social, que viajou em 2012 para St Peterburg, nos Estados Unidos, através do programa de férias ofertado pela Central do Estudante – Agência de Intercâmbio em Belo Horizonte. Carolina passou um mês na cidade estudando inglês e tendo o contato direto com a cultura americana, pois ficou hospedada na casa de uma família local. “Foi a primeira vez que eu viajei para fora do país e poder sair do seu conforto, de tudo que você está acostumado para viver num meio novo, uma língua nova e uma nova cultura, abre muito a cabeça. Eu tive outra visão do mundo”, conta a estudante.
Há muitas agências de intercâmbio espalhadas por todo o Brasil que oferecem pacotes de intercâmbio para todos os lugares do mundo. O investimento varia de acordo com as opções de atividades a serem realizadas no exterior, como estudar línguas, cursos profissionalizantes ou até mesmo trabalhar, dependendo do país de destino. No entanto, é possível realizar o sonho de viajar sem ter custo nenhum através das bolsas de estudos. O segredo é estar sempre atento às divulgações de instituições – como a CAPES, CNPQ, Fullbright, Embaixadas e outros – que oferecem oportunidades gratuitas para estudantes brasileiros e não desistir no primeiro “não”.
Jade de Andrade em Seoul
Formada em Relações Internacionais e estudante do 2º período de Direto, Jade Alves Souza de Andrade, participou do processo seletivo de intercâmbio para Coréia do Sul que seleciona, anualmente, jovens universitários dos principais países parceiros que demonstrem excelência acadêmica e espírito de liderança para participar de um intercâmbio cultural de aproximadamente duas semanas em Seoul, capital coreana. O programa é diretamente organizado pelo governo da Coréia, que é responsável por todos os custos dos aprovados – dois estudantes por país – como passagens aéreas, acomodação e alimentação. O processo de seleção é intermediado pela Embaixada da República da Coréia no Brasil, que conta com análise de currículo e entrevista em inglês – pois o programa é todo oferecido em língua inglesa. Jade foi uma das selecionadas e garantiu uma experiência fantástica num lugar bem longe de casa, onde visitou templos, universidades, vilas no interior do país, famílias coreanas, museus, festivais de música, órgãos governamentais, grandes empresas e teve até mesmo aula de culinária coreana.
Após viver essa experiência, adquiri uma visão de mundo mais holística. Eu me sinto mais independente e preparada para enfrentar adversidades. E do povo coreano ganhei o maior presente que alguém pode dar: exemplos de vida, vindos de um povo verdadeiramente patriota, que tem foco e determinação, que entende que educação é o único meio para o desenvolvimento econômico; de um povo amigo que conquista no simples gesto do aperto de mão e na pureza das palavras; de um povo família, que acolhe, se preocupa e que abraça. São essas grandes inspirações que hoje norteiam muitas de minhas escolhas. A riqueza e o intercâmbio de vivências que compartilhamos naqueles dias ficarão para sempre em minha memória. E, de alguma forma, ainda hoje, ajudam a moldar a forma com que enxergo a vida e como me insiro no mundo”, diz Jade.
Ana Maria Betarelle é paulista
e está no 2º ano de Direito, na UEMG -
Campus de Frutal
            O primeiro passo para carimbar o seu passaporte e viajar tranquilamente é, sem dúvida, ter a fluência na língua do país de destino ou na língua inglesa, que é aceita e falada na maior parte do mundo. Este requisito varia de acordo com a opção de intercâmbio escolhida e que em algumas vezes é necessária uma prova de proficiência em língua estrangeira para comprovar que o futuro intercambista está apto a se comunicar no ambiente internacional onde irá ingressar. Devido a isso, a estudante do 4º período de Direito noturno, Ana Maria Betarelle, já se preparava há muito tempo e estudou inglês durante quatro anos em sua cidade natal. Neste intervalo, Ana ficou sabendo das oportunidades de intercâmbio oferecidas pelo Rotary – organização internacional de profissionais e líderes que prestam serviços humanitários, fomentam o padrão de ética e ajudam a estabelecer a paz no mundo. Em 2011 a estudante resolveu aplicar sua candidatura para uma vaga na Austrália, mas acabou sendo aceita para morar durante 11 meses na Dinamarca através do Programa de Intercâmbio Internacional de Jovens do Rotary. “Na verdade, brinco que eu não escolhi a Dinamarca, mas ela me escolheu”, conta. Durante as atividades no exterior, a intercambista estudou numa escola pública em Horsens Statsskole – cerca de 264km de Copenhague – e morou na casa de três famílias diferentes – regra do programa a fim de possibilitar um contato multidisciplinar com a cultura do país e ampliar o ciclo familiar. Aos 19 anos, Betarelle traz consigo a experiência de vivenciar de muito perto não só a cultura dinamarquesa, mas também teve a oportunidade de conhecer 10 países e diz que é a sua maior paixão continuar conhecendo e aprendendo novas culturas. “O crescimento é imensurável. Quando você faz intercâmbio, passa a ter uma visão completamente diferente das coisas; acredito que uma visão mais humanizada. Eu me tornei independente, amadureci muito, descobri quem eu realmente era e uma força que eu não sabia que tinha. É inexplicável, só vivendo e sentindo pra saber”, finaliza.
Stella Bresinsk veio para Frutal em agosto e
estuda no Colégio Galileu
            Da mesma forma que muitos alunos brasileiros viajam para o exterior em busca de novas experiências, diversos estudantes de outros países também escolhem o Brasil como destino para desenvolver este momento único em suas carreiras. Frutal foi o lugar escolhido pela alemã Stella Bresinski, 16, que deixou a sua cidade no norte da Alemanha, Flensburg, para estudar parte de seu ensino médio numa escola frutalense com o Programa de Intercâmbio Internacional de Jovens do Rotary. Stella está no triângulo mineiro há dois meses. Está aprendendo a língua portuguesa, mas por enquanto se comunica frequentemente em inglês com seus colegas. “Eu estou fazendo novos amigos, aprendendo português e vivenciando a cultura brasileira. Eu gostei bastante da maneira como os alunos brasileiros entram na universidade, que é bem diferente da Alemanha, porque lá não é aplicada uma prova como aqui e sim, avaliada todas as nossas notas durante o nosso ensino médio. São necessárias notas muito boas para conseguir.”, explica Bresinski.
Isabela Chagas em visita a Los Angeles, CA
            Além de estudar fora do Brasil, a opção de trabalhar é um grande crescimento profissional, como aprender a lidar com diferentes perfis e comportamentos no mercado de trabalho e possibilita um enorme aperfeiçoamento em língua estrangeira pelo contato direto a população do país de destino. Um exemplo disso é a é Isabela das Chagas Cataldo, 24, jornalista formada em 2011 pela UEMG, que após finalizar a graduação decidiu ingressar no intercâmbio de Au Pair: um programa de intercâmbio cultural que oferece a oportunidade de morar legalmente e trabalhar recebendo salário em dólar. As atividades são para trabalhar em casas de famílias cuidando de crianças, um serviço como babá dos pequenos que tem como benefício receber pelas tarefas exercidas, ganhar acomodação e alimentação do empregador. Isabela foi para Huntington em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde morou durante um ano e cinco meses. “Eu cuidei de três meninos e hoje os tenho como uma família do meu sangue. Essa experiência contribuiu para meu crescimento pessoal e acabei descobrindo os meus limites. Eu aprendi a viver, respeitar mais e me trouxe mais confiança com relação ao meu nível de inglês, que cresceu muito após o intercâmbio”, conta a jornalista.
            A Assessoria de Relações Internacionais da UEMG possui convênios com universidades em países como Alemanha, Bélgica, Colômbia, Coréia do Sul, Cuba, Estados Unidos, França, Itália, México e Portugal. A universidade está à disposição dos alunos para intermediar o contato com instituições parceiras desses países para realizar o intercâmbio internacional e tirar dúvidas a respeito. É importante ressaltar que a assessoria está sempre publicando novas oportunidades para os estudantes de todos as unidades no site oficial da UEMG. Uma boa opção para incentivos e uma possível direção para qual país encaixa mais com o seu perfil é acompanhar o blog COM LEGENDA: um projeto da professora Vânia Myrrha, da Escola de Design da UEMG, uma plataforma online que publica relatos e histórias de intercâmbio vividas por alunos de toda a universidade. Vale a pena conferir.

LINKS:
Assessoria de Relações Internacionais da UEMG: http://www.uemg.br/intercambio.php

Ulisses Lisboa
6º Período de Jornalismo




segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Frutal possui uma personagem na “Sociedade dos Poetas Mortos”


No dia 14 de março, comemora-se o Dia Nacional da Poesia. Uma semana depois, o Dia Mundial da Poesia. Mas, somente no dia 20 de outubro é que se celebra o Dia do Poeta: aquele que produz a poesia, ou seja, aquele sem o qual o produto (a poesia) não existiria.
Passaremos em revista um pouco do percurso que se desenvolveu, historicamente, tal arte hoje desvalorizada pelo mercado consumidor da pressa do cotidiano.
Veja os clássicos:
Luís Vaz de Camões, poeta mor da língua portuguesa, em sua epopeia de 8816 versos (Os Lusíadas), que mistura elementos da tradição cristã com mitologia greco-latina, traça uma linha histórica do desenvolvimento do povo lusitano.
No período denominado como “Barroco Brasileiro”, temos como destaque no fazer poético o escritor que ficou conhecido com a alcunha de “Boca do Inferno”: Gregório de Mattos Guerra.
No Arcadismo, destaca-se Tomás Antônio Gonzaga.
Chega-se ao período Romântico, e com isso deparamo-nos com Antônio Gonçalves Dias.

Tu choraste em presença da morte?
Na presença de estranhos choraste?”
Gonçalves Dias

No segundo período do Romantismo, conhecido também como o Ultrarromântico, pode-se destacar Álvares de Azevedo e Casimiro de Abreu. Posteriormente, o terceiro período do Romantismo, onde se deve destacar a poesia de cunho social de Castro Alves.
Com o advento do Realismo, chegamos ao perpétuo presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL): Machado de Assis, que também se aventurou no mundo do desprendimento do formalismo prosaico e cultivou em três obras a sua poesia. No mesmo período também se desenvolvia o Parnasianismo, cujo nome a ser destacado é o Patrono do serviço militar obrigatório: Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, ou apenas, Olavo Bilac.
Logo em seguida, nos deparamos com o Simbolismo de Cruz e Souza e com o Pré-Modernismo de Augusto dos Anjos. Alguns anos depois, veio o modernismo de Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade e Cicília Meireles.
Mas para quê toda essa viagem na história poética?
"Larissa, a Menina de Olhos Azuis",
livro de Magnólia Rosa
Atualmente, livros em prosa
tem vendido e lucrado mais
que livros de poesia
Simples: para mostrar que Frutal também teve sua representante no que tange o ofício poético de ser ou viver. Seu nome: Magnólia Rosa, falecida neste ano, aos 92 anos. A poetisa deixou dez obras (nem todas foram poesia, mas grande maioria, sim). Seu falecimento foi noticiado por grandes veículos como a Folha de São Paulo e pelo portal G1.
“Tu choraste na presença da morte?”, escrevera Gonçalves Dias.
Morre o sujeito e nasce daí o mito que se perpetua para além da presença física que outrora exercia entre os vivos.
Seja como for, cada artista depende do mundo. Eles são como deixou registrado Nietzsche em sua obra “A Genealogia da Moral”: cortesãos de seus admiradores e de seus aduladores. O artista nunca adota uma posição autônoma; ficar sozinho vai contra os seus instintos.
Platão expulsou de sua República todos os poetas; hoje quem os expulsa é “a necessidade do mercado”.


Douglas Carlos Gonçalves
6° Período de Jornalismo

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Secretaria de Educação de Frutal organiza comemoração para o Dia dos Professores


Há exatos 187 anos, no dia 15 de outubro de 1827, o Imperador do Brasil, Dom Pedro I, baixava um Decreto Imperial que criava o Ensino Elementar no nosso país. É por isso que amanhã será comemorado o Dia dos Professores em todo o território nacional.
José Luiz de Paula e Silva, Secretário
da Educação de Frutal
Como a data é comemorada três dias após o Dia de Nossa Senhora da Aparecida ou Dia das Crianças, acontecem muitos casos de colégios e universidades emendarem o feriado para a semana toda. É a famosa Semana do Saco Cheio ou Semana da Primavera, que virou costume nos anos 80, após estudantes se sentirem cansados nesta época do semestre.
Em Frutal não é diferente. Segundo o Secretário de Educação, José Luiz de Paula e Silva, este ano acontece na data um Encontro Municipal de Educadores no Centro de Eventos Yara Lins. A comemoração terá atividades, palestras e informações para os educadores de ensino básico da cidade. Durante esse tempo, haverá um momento de confraternização e convivências com os colegas de trabalho e de profissão.
Grazielle Resende, professora formada
 em Letras pela UNESP
Grazielle Resende é professora de Língua Portuguesa na Escola Estadual Maestro Josino de Oliveira (EEMJO) e de Gramática no Colégio Galileu. Para ela, o fato de não ter aula na data não impede os alunos de a homenagearem. "Como no dia dos professores geralmente é feriado na escola, as homenagens vêm pelo Facebook. Muitos demonstram grande carinho e gratidão nas mensagens que postam, inclusive de ex-alunos já formados ou cursando a faculdade", comenta.
A professora ainda ressaltou a esperança de uma maior valorização da profissão de professor. "Com toda essa desvalorização, o que tem me motivado ultimamente é a esperança de que a educação nesse país ainda seja prioridade e que nós tenhamos um salário digno pela árdua tarefa que cumprimos", conclui Grazielle.
O professor no curso de Jornalismo da UEMG de Frutal - e também jornalista e fotógrafo - Rodrigo Levotti Portari, afirma que, na faculdade, são raros os alunos que se lembram de homenagear o professor na data, mas a tecnologia e mídias sociais ajudam nessas situações. "Geralmente passa batido mesmo, só pensam no feriado. Mas sei que não é por maldade. Por ser feriado e ter o recesso da Semana do Saco Cheio, o pessoal vai viajar, volta para sua cidade. Então é normal, mas sempre tem aqueles que falam pelo Facebook ou Twitter ‘Parabéns, professor!’. São minoria, mas sempre tem. É normal, eu não os culpo" revela.
Rodrigo Portari é doutor em Jornalismo
pela UFMG. Leciona fotografia na UEMG -
Campus de Frutal
Portari ainda conta sobre sua motivação para dar aulas todos os dias. "Prazer. Acho que, se a gente tem a oportunidade de passar um pouco do conhecimento que acumulamos ao longo da vida, tanto no mercado quanto na academia, vale muito a pena. Vale mais a pena do que ficar correndo atrás de uma notícia, e olha que eu gosto de fazer jornalismo. Me dá muito mais prazer passar o conhecimento para frente e ver, principalmente numa apresentação de TCC, que eles correram atrás, que entenderam. É gratificante. E depois também ver os alunos brilharem, seja na televisão, assessoria de imprensa... Muitos me veem bastante tempo depois de formados e ainda me chamam de professor, por mais que sejam profissionais, já tenham doutorado, mestrado... Esse prazer é impagável", afirma Portari.
Ser professor é uma das profissões mais antigas da história, já que todas as outras dependem desta. É aquele profissional que ensina, apoia, aprende, educa e transforma. Que tal aproveitar esta data para parabenizar e agradecer este profissional tão fundamental em nossas vidas?

Giovanna Machioni
6° Período de Jornalismo

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Artigo : O direito do contente.

No dia 7 de novembro mais um acusado de estupro a uma criança de dois anos foi apreendido pela Polícia Militar em uma festa que ocorria no bairro Caju em Frutal. É mais um caso de pedofilia em um país cheio de marcas de violência contra o menor. Os menores deste país não encontraram ainda uma lei adequada para o tamanho do seu sofrimento, inúmeras crianças com o passar das horas sofrem de vários tipos de violência todos os dias neste Brasil. Mais do que apenas proteger, é preciso lutar contra a má vontade na hora de executar leis miúdas e insignificantes diante da imensidão do problema.
O menor brasileiro precisa ter voz, e mais do que apenas direitos, é uma necessidade extrema a evolução da sociedade quando se trata de códigos da criança e do adolescente. Folhas, livros e votos em época de eleição não devem ser levados em conta, a juventude pede por socorro, e não somente gritos mudos em um corredor escuro e sufocante. A realidade precisa ser mudada, e o futuro urgentemente
Estamos lidando não com bandidos, traficantes ou chefes de estado, e sim com homens e mulheres comuns que vivem em uma sociedade cercada de facilidades, e de penas pequenas e pouco executáveis. O verbo não é usado nas leis, o futuro é garantido como algo promissor, e que possivelmente pode trazer bons resultados. Não se deve trabalhar com probabilidades, e sim com fatos concretos, e que além de se colocar em prática, seja conhecido pelo povo.
Não há culpados nessa história repetitiva e cotidiana, é preciso primeiro reconhecer o problema, e levar a público não apenas casos particulares, e ainda sim conscientizar toda uma população da gravidade do problema, e depois reconhecer que este país não é somente de negros, brancos, maiores ou menores, e sim de todos aqueles que acreditam ainda no sua pátria e que possuem a certeza de que dias melhores ainda estão por vir, sejam eles com leis, penas e igualdades ou não, e que nesta terra não exista somente crianças com sorrisos contentes, e sim crianças felizes com sorriso contente.


Escrito por Lenise Ferreira
Comunicação Social – Jornalismo – 6º período

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Frutal e seu desenvolvimento

             Sabe-se que a vida dos cortadores de cana não é nada fácil. Eles acordam diariamente às 5 da manhã para pegar no batente de segunda a sexta. Muitos se aventuram, vindos do Norte e Nordeste do país para tentar um futuro diferente, principalmente na região sudeste. Esses homens e mulheres deixam suas famílias e filhos em busca de novos sonhos. Melhorar suas condições de vida, ou muitas vezes também iludidos com um trabalho fácil e salários elevados .
            A população de Nortistas cresceu exageradamente na cidade de Frutal, e lógico que a economia da cidade também gera novos empregos, e com isso a cidade tenta se adequar montando lojas com preços mais variados, buscando atingir esses novos consumidores.
            O desenvolvimento da cidade é muito importante, pois agora Frutal é também uma cidade universitária, que abriga mais de 1,300 estudantes de todas as partes do país. Mas a sociedade anda mesmo preocupada com a entrada da droga na cidade que é um risco não só para os cortadores de cana, que assumem fazer o uso para agüentar a carga de trabalho que é muito pesada, mas também, para os universitários. A droga está entrando com mais facilidade na cidade, e isso preocupa bastante os moradores da cidade, pois o índice de criminalidade está aumentando.
            A população aguarda que algumas medidas sejam tomadas, espera-se que um trabalho de conscientização e fiscalização seja feito por parte dos órgãos públicos, para que essas drogas sejam barradas. Tanto os cortadores de cana, como os universitários estão em busca de sonhos, não deixemos que essas drogas, e essa criminalidade interfira nas realizações desses objetivos.



Escrito por Virgínia Barbosa Graciano
Comunicação Social - Jornalismo -6º Período

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A nossa água... nossa vida




Wolf Guminiak


Determinam os preceitos saudáveis que tomemos no mínimo 8 copos de água diariamente visando uma manutenção saudável do nosso organismo. Mas o que dizer, ou melhor, o que fazer, se a água que recebemos nas nossas torneiras está sob suspeita de conta
minação devido a um crime ambiental cometido pelos nossos administradores?

Quando se confirmou a aquisição do terreno destinado a receber o Aterro Controlado, alertávamos quanto à possibilidade da contaminação das nascentes do Ribeirão Frutal, no qual a COPASA coleta a água que consumimos no dia a dia.

No inicio do uso da mencionada área, as opiniões quanto à viabilidade e os riscos que estávamos correndo foram as mais desencontradas, e apenas uma minoria tinha uma visão realista daquilo que poderíamos enfrentar futuramente, caso não fossem tomadas as necessárias medidas de segurança. E aconteceu o pior: um verdadeiro lago de chorume se formou ao lado do lixão. E este acontecimento está registrado em fotos, não podendo ser negado em momento algum.

Na ocasião, o nosso alerta foi ouvido apenas por alguns vereadores e que gradativamente foram se desinteressando pela questão, vez que os debates se tornaram infrutíferos, assim como outros interesses estavam envolvidos, menos a proteção do Meio Ambiente. Apenas o então vereador Joaquim Leonel, mantinha-se imbatível procurando chamar a atenção das autoridades competentes para as aberrações cometidas. De nada adiantou: tanto o vereador como qualquer outra pessoa que se manifestasse contrária ao “lixão” era taxada de sensacionalista e insana. Sem dúvida alguma, interesses escusos estavam envolvidos na aquisição do terreno do Aterro Controlado.

Tanto a FEAM- Fundação Estadual do Meio Ambiente- como a COPASA em Belo Horizonte (Of. SPAM-28/2002=COPASA e Of. DISAN/nº 247/2002-endereçado pela FEAM à Superintendência de Recursos Hídricos do Meio Ambiente) se posicionaram contrários à localização do aterro controlado e este fato também foi comunicado através de oficio ao então prefeito Toninho Heitor. Como sempre, o fator saúde pública foi relegado a segundo plano e apenas alguns ambientalistas se movimentaram junto à Promotoria Pública visando evitar um desastre ambiental e que poderia trazer sérias conseqüências à população.

A Segunda Promotoria de Justiça, na pessoa da Promotora Claudia Ferreira Pacheco fez com que o então prefeito Toninho Heitor firmasse um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta. Conclusão: nenhuma das cláusulas do Termo de Conduta foi cumprida e muito menos a Prefeitura foi responsabilizada por tal desrespeito. Foram feitos procedimentos burocráticos de nenhuma valia e que era apenas “para inglês ver”, e isto simplesmente se repetiu nas administrações seguintes. O secretário de Meio Ambiente da época da aquisição do terreno apenas se limitava a dizer que estava tudo certo e ponto final. Contrariando inclusive determinações de órgãos ambientais.

Enquanto isso, sem que o lixão tivesse recebido a devida impermeabilização, o lago de chorume crescia a passos largos e se infiltrava na região das nascentes do Ribeirão Frutal. Veio a administração da Prefeita Maria Cecília Borges, e o lixo continuou sendo depositado no mesmo local sob a legação de que seria apenas temporário, pois estava em andamento a construção do Aterro Sanitário, que deveria sanar todos os possíveis problemas de contaminação das águas. Nada se fez. Apenas se postergou uma solução que teria que ser tomada com urgência. O lixo continua até hoje sendo depositado no mesmo local e as planilhas de análise das águas, onde são registradas as alterações de chumbo e alumínio, desaparecem misteriosamente para não chegarem a público. E quem se atreve a chamar a atenção sobre esta questão, sofre ameaças das mais diferenciadas formas. E dizer que temos uma Secretaria Municipal do Meio ambiente até parece brincadeira.

O máximo que se conseguiu até o presente momento foi fazer com que o Ministério Público determinasse a perfuração de poços de análises e estas análises são de responsabilidade da COPASA, sem que sejam feitas as devidas contra-análises, confiáveis, por parte da administração municipal. Portanto, “continua chovendo no molhado” e permanece tudo como dantes no quartel de Abrantes. E assim, administração municipal, justiça e ambientalistas nada fazem para que esta questão seja colocada às claras no intuito de preservar a saúde pública. As opiniões e decisões continuam desencontradas, as planilhas suspeitas que possam provar alguma coisa, são mantidas fora do alcance de alguém que ainda possa ter consciência e se interessar em combater essa agressão ao Meio Ambiente. E não é só isso. Todos nós estamos sujeitos a enfrentar problemas com uma água que levanta suspeita.

Pelo que se sabe a contaminação por chumbo já estaria a uma distancia de dez metros das nascentes do Ribeirão Frutal e ai de nós consumidores quando o período das chuvas se instalar e se formarem novos lagos de chorume. Onde estarão a essas alturas as autoridades municipais, a Promotoria Pública (onde o Promotor é o Curador do Meio Ambiente) e até mesmo os ambientalistas, isso sem contar a nossa Câmara Municipal que pelo visto apenas aparece em vésperas de eleições? Mesmo que se inaugure o Aterro Sanitário, o que será feito do velho lixão que permanecerá no mesmo local continuando a produzir infiltrações no solo até chegarem a locais indevidos? E a COPASA continuará a efetuar a captação para fornecimento de água no mesmo local?

Quem poderá responder estas questões, será apenas a Justiça. Ao povo restam as esperanças, de que algum dia providências enérgicas sejam tomadas. E quem será responsabilizado se ficar provada a contaminação da nossa água? Que o local foi condenado pelos mais diferentes órgãos ligados ao Meio Ambiente não se pode duvidar, pois está comprovado em documentos. E aqui cabe lembrar que todos pecamos pela omissão por não exercermos uma fiscalização, um controle, das atitudes e medidas tomadas pelos nossos administradores e legisladores. O futuro dirá quanto nos vai custar tudo isso...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Descaso e Consequência



WOLF GUMINIAK


Não foi sem justa razão que o vereador Josimar Ferreira Campos fez a sua indicação no sentido de que a Prefeitura intensifique os seus trabalhos de prevenção contra o mosquito da dengue em nossa cidade. Nos últimos tempos nenhum trabalho nesse sentido se pode verificar estando a Secretaria Municipal de Saúde totalmente acéfala no que diz respeito a este trabalho que é subvencionado pelo governo federal através do Programa Nacional de Combate a
Dengue do Ministério da Saúde.

O período das chuvas está aí. Consequentemente o aedes aegipty estará prolificando, a infestar a cidade que nenhum cuidado teve para evitar que isto se verificasse, muito menos que as autoridades municipais competentes fizessem algum trabalho preventivo. O único procedimento que se viu foi a criação de multas para terrenos baldios sob a alegação de que eram criadouros do mosquito da dengue. Nada mais que um pretexto para “meter a mão” no bolso da população, característica de uma administração inapta.
Por onde andaram as verbas dispensadas com agências de publicidade por parte da Prefeitura Municipal? Ao que consta, parte dessa verba deve ser destinada para a publicidade de campanhas públicas como é o caso da dengue, da febre amarela, da gripe suína e até da vacinação contra a poliomielite. Nada ou quase nada se viu nesse sentido a não ser pálidas publicações feitas esporadicamente para beneficiar proprietários de jornais com superfaturamentos em suas páginas.

A Secretaria Municipal da Saúde se abstém de qualquer responsabilidade e apenas sabe informar que “está tudo dentro da normalidade prevista” o que se constitui numa tremenda mentira, pois os dados reais são “maquiados”. Aliás, este é um tema em que as nossas autoridades municipais, de qualquer área, devem ter diplomas de PHDs: maquiagem administrativa e política.
Diante das falhas na condução do programa de combate à dengue no município, por uma serie variada de fatores que vão desde o combate ineficaz dos focos do mosquito, à falta de conscientização da população, só se pode concluir que por negligência do poder público nos próximos meses haveremos de ter um novo surto de dengue na cidade.

A nossa Câmara Municipal é outro sinônimo de desinteresse. A não ser alguns vereadores aqui e acolá se lembram de fazer indicações que diante mão sabem que não serão cumpridas. Neste caso podemos citar a indicação do vereador Josimar Ferreira Campos e também do vereador Carlos Roberto Silva que solicitou a retirada das carcaças de carros velhos que se encontram acumuladas no terreno pertencente ao DER-MG, por ser um “ criadouro para o mosquito da dengue”. Vão ser atendidas estas exigências dos dois vereadores que, aliás, são muito justas?Qual o que! Como sempre o Executivo fará “ouvido de mercador” e nossas autoridades sanitárias apenas dirão: “Está tudo dentro da normalidade prevista”. Para onde estão indo as verbas do Programa Nacional de Combate à Dengue? O que fizeram ou fazem as autoridades responsáveis pela saúde pública?

A nossa administração municipal é uma espetacularização de inaptidões onde o instrumento favorito é a “filosofia de galinheiro”. E talvez um colegiado de avestruzes administrasse melhor do que esta inaptidão que temos, na qual a cada dia que passa aparecem “escândalos” que são descaradamente camuflados por uma mídia submissa e um grupo de lacaios que recebem de sorriso aberto os “trinta dinheiros” que Judas recebeu. Estamos entregues ao “Deus dará” e o que temos como administradores municipais são todos integrantes daquele grupinho que “se lixa para a opinião pública” contanto que os seus interesses pessoais sejam satisfeito. Temos uma administração que usa como camuflagem o verniz da transparência enquanto a incompetência e os desmandos roem as suas entranhas. Ilude-se a opinião pública e se empurra os problemas com a barriga, numa patente demonstração de desprezo pela inteligência popular.


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Na Balada




A galera frutalense não pode e nem tem do que reclamar.

A cidade das frutas, como era conhecida em sua fundação, tem seguido tendência salutar (com o perdão da redundância), no que diz respeito à saúde mental e se diverte a valer. E como se diverte!

Programas noturnos não faltam, enquanto não faltarem idéias, bom gosto e imaginação na cabeça dos produtores de eventos, festas e baladas. Basta dar uma olhadela nos sites especializados em cobertura de eventos e temos a certeza: ‘Esse povo sabe festar’.

Além dos nívers, que acontecem todo mês e a todo instante (claro, né, pois todo dia alguém completa mais um ano de vida), Frutal tem casórios onde os noivos, suas famílias e padrinhos fazem questão de marcar a data; tem festas envolvendo carros ‘tunados’ (aqueles todos pintados que mais parecem obras de arte do que carros) e sons ‘bala’; festas tipo ‘flashback’ onde o revival impera, com músicas que marcaram época e tocam até hoje em nossos corações e nas pernas, por que dá uma vontade de dançar...! Sem falar das folias de época, tipo festa de peão, datas comemorativas etc.

E os nossos cantores locais, que com grande competência criam shows próprios, seja pra lançarem DVDs, sejam pra animarem algum evento inaugural ou comemorativo, ou até, as grandiosas festas promovidas pelos clubes de serviço, igrejas e outras beneficências. Que o diga o Campus UEMG, que realiza diversas festas pra deleite da galera universitária e dos demais moradores e visitantes.

É, mineiro gosta de festa! Desde o tempo das ‘tordas’ que eram amarradas em paus e bambus pra proteger os festantes do sol e da chuva, nos terreiros das fazendas. Se antes tínhamos a rádio Frutal AM, hoje, em plena era digital, temos os sites bombando por aí.

Yes, nós temos balada, sim senhor.

por Celma Mark’s