terça-feira, 15 de novembro de 2011

UEMG e usinas da região aquecem mercado imobiliário de Frutal

Vinda de alunos e trabalhadores de outras cidades faz crescer procura por imóveis e novas construções

     Desde 2007 quando a Universidade do Estado de Minas Gerais, campus de Frutal, foi estadualizada a cidade mineira passou a receber estudantes de todo o país. Além dos estudantes, as usinas situadas na região atraem trabalhadores que optam por morar no município por conta da sua localização próxima as indústrias. Tanto a universidade quanto as usinas contribuíram para o crescimento econômico e populacional de Frutal. No último censo realizado pelo IBGE foi concluído que o número de habitantes cresceu mais de 14% em dez anos. O crescimento populacional causa várias mudanças e o mercado imobiliário foi o setor da economia que mais sentiu as transformações na cidade.
     A grande dúvida é se o município está preparado para receber a quantidade de visitantes que chegam todos os anos. Segundo Sebastião Ferreira, proprietário da imobiliária Sebastião Imóveis, a cidade tem capacidade para receber novos moradores, já que muitas obras estão sendo realizadas. “Até o momento, a cidade está crescendo em um ritmo que consegue acompanhar a chegada desses novos grupos. Aumentou consideravelmente o número de construções, especificamente para aluguel. Aliás, continua aumentando”. Sebastião ainda comenta que as usinas da região também influenciam muito o mercado imobiliário. “Muitas pessoas que vêm trabalhar nas usinas nos procuram, principalmente em busca de imóveis de pequeno porte”. Segundo o empresário, esses trabalhadores são importantes, pois representam parte considerável de seus imóveis alugados e a época da entressafra, quando algumas pessoas retornam a sua cidade de origem, não prejudica os negócios. “Caso tenha havido algum tipo de esvaziamento no mercado por conta da entressafra, ainda não deu para notar”.
     A grande procura por imóveis por esses novos grupos que chegam à cidade não altera o valor dos aluguéis. “O reajuste do preço do aluguel é baseado em índices que variam mensalmente, como o IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas”, afirma Sebastião. Ou seja, para 2012 não estão programados grandes aumentos de preços, principalmente pelo fato dos índices que foram calculados nos meses de outubro e novembro estarem controlados. Sobre as expectativas para 2012, o empresário afirma que são pequenas, já que muitos moradores da cidade estão adquirindo sua casa própria, seus clientes mais estáveis são realmente os estudantes e funcionários das usinas. “A expectativa é pequena, pois cresce o número de casas financiadas pela Caixa Econômica Federal, e programas como o “Minha Casa Minha Vida” estão dando oportunidade a muitas famílias que antes dependiam do aluguel”. 
     Muitos moradores de Frutal para aumentar a renda buscam construir imóveis para alugar para estudantes ou funcionários das usinas, já que a vinda desses grupos tornou o mercado imobiliário um negócio seguro. Valdira Costa é frutalense e sempre morou na cidade. “Quem sempre morou aqui como eu não acredita o quanto a cidade cresceu. Antes a gente saía na rua e conhecia todo mundo, hoje tem muitas pessoas de fora aqui”. Valdira é uma dos muitos moradores que decidiram construir imóveis para alugar para os jovens que vêm estudar na universidade. “Eu tinha dinheiro e não sabia em que investir. Meu filho me aconselhou a construir quitinetes para estudantes e eu achei que seria um bom negócio. A universidade traz alunos novos todos os anos. Sempre vai ter alguém procurando lugar para morar”. 

Escrito por Natália Bueno
6º período de Comunicação Social / Jornalismo - 2011 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Entre capins e cascas de bambu

Em meio ao mato, que foi capinado graças à coragem e aos enxadões de destemidos homens, nascia, há 35 anos, um boteco feito de folhas, capins e cascas de bambu. Na época o pequeno comércio era o ponto de parada de inúmeros viajantes que transportavam boiadas. Estes bois foram os responsáveis por dar nome ao local, a alcunha, aliás, permanece até os dias atuais: Comunidade Ribeirão do Boi.
“Logo em seguida, vieram missionários que pregavam a palavra para as pessoas que residiam nas redondezas, e com eles surgiu a ideia de proporcionar lazer através do esporte”, relembra um dos fundadores da localidade, Francisco Constantino.
Com o passar dos anos várias melhorias foram introduzidas na comunidade. “Aqui perto já existia uma escola no povoado da Boa Esperança, mas eu resolvi fundar outra de primeiro grau para as pessoas que não sabiam ler nem escrever. O projeto durou apenas um ano, pois os 42 alunos eram divididos em quatro turmas, e o professor tinha dificuldade em lecionar para todos”, recorda Francisco.
Ele também lembra as dificuldades enfrentadas pelas crianças do Ribeirão do Boi, após o fechamento da escola, já que naquele tempo não havia transporte escolar para as comunidades rurais do município. “Deixar os filhos morando sozinhos na cidade não era uma atitude muito prudente, então solicitei ao prefeito de Itapagipe que colocasse uma “puxada de alunos”, para que a criançada pudesse dar prosseguimento aos estudos”.
Quando a comunidade foi fundada, em meados da década de 70, havia apenas um pequeno barracão construído com toras de madeira e folhas secas, onde eram realizadas algumas confraternizações “Contudo com o esforço e ajuda de diversas pessoas como José Elias, Sebastião Batista, Alberto Geraldo Queiroz, Dicariolano Paulino da Costa e muitos outros grandes homens e mulheres. A comunidade foi crescendo e ganhando força, fizemos uma grandiosa reforma na nossa sede, trouxemos o primeiro telefone rural da região e instalamos um pequeno ambulatório médico”, orgulha-se Francisco.
De acordo com Aniceto Costa, agricultor nascido e criado na região, umas das características mais marcantes dos moradores do Ribeirão do Boi são a fé e a religiosidade. “Uma vez por ano nós realizamos a festa em louvor a São Sebastião, que é considerado pelo catolicismo o santo protetor dos trabalhadores e das famílias. Além disto, todas as quartas-feiras nós nos reunimos para orar aqui na capela da comunidade e uma vez por mês, recebemos a visita de um padre para realizar a missa. Nesses encontros, logo depois de encerradas as orações, nós aproveitamos para jogar conversa fora e tomarmos um lanche juntos”.
Aniceto também ressalta o quanto todos os integrantes da comunidade são unidos “Aqui no Ribeirão do Boi, as portas estão sempre abertas, todos tem livre acesso às dependência do nosso barracão. Nós temos um campo de futebol e uma quadra de vôlei, além de um local propício para a realização de festas e a capela. Aqui somos uma grande família, que se respeita e cuida um do outro”. Todas as benfeitorias do local recebem manutenção periódica e cuidados especiais de todas as pessoas que residem nas proximidades da comunidade, um trabalho voluntário e ininterrupto.
Atualmente, a comunidade Ribeirão do Boi é presidida por Uéder Teodoro Ferreira, que retorna ao seu antigo cargo e relembra como foi participar de toda evolução do local, já que ele nasceu no mesmo ano em que a comunidade foi fundada. “Já fui presidente aqui por quatro anos e voltei no início de 2011 para dar continuidade aos trabalhos. No início não existia o barracão e as festas eram realizadas em baixo de barracas de bambus e plásticos, mas isso não incomodava o pessoal da região que vinha em peso dançar forró. Nossa última festa realizada neste ano contou com um público de aproximadamente 2500 pessoas. E apesar da escassez de investimentos por parte do empresariado, a festa é famosa até mesmo nas cidades vizinhas”.
Mas o presidente deixa transparecer preocupação e conta que teme que o local caia no esquecimento em um futuro bem próximo “Eu tenho notado uma quantidade cada vez maior de jovens que estão se mudando para a cidade em busca de estudo e trabalho, e aqui irão restar alguns poucos moradores. Temos muito medo que a comunidade deixe de existir e sabemos que, infelizmente, isso pode acontecer e talvez não demore muito tempo”.
Apesar das dificuldades o presidente finaliza que o objetivo principal deles é conservar o patrimônio e a memória da comunidade “O essencial talvez seja o mais difícil, que é zelar para que o Ribeirão do Boi sobreviva às mudanças e não volte a ficar entre capins e cascas de bambu”. 


Escrito por Larissa Rosa
6° período de Comunicação Social / Jornalismo - 2011

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Caramuru - A invenção do Brasil.


            A invenção do Brasil começa em Portugal, quando o pintor Diogo Álvares tenta 'melhorar' os mapas de Pedro Álvares Cabral. Mas, Diogo se envolve com a sedutora Isabelle, que rouba um mapa. Em consequência, o pintor é deportado para a Índia e acaba chegando ao Brasil. Aqui ele descobre várias riquezas naturais, se aventura com as índias do paraíso tropical e se apaixona pela bela Paraguaçu.
            É através desse romance que são ilustradas as diferenças culturais. Apesar do tom cômico do filme, percebemos que tais diferenças são gritantes. Isso acontece quando o pintor volta a Portugal levando Paraguaçu com ele. Lá ela é obrigada a se vestir, sentar a mesa, comer com talheres, etc. O índio é apresentado como um ser ingênuo e burro e com sexualidade explícita.
            Há também certo preconceito em relação aos costumes dos nativos. Segundo os portugueses 'abaixo da linha do equador não há pecados', ou seja, tudo aqui é permitido. Esse equívoco acontece porque nossa cultura é muito distante da deles. Enquanto aqui se permite ter mais de uma esposa, nos países 'civilizados' isso é vulgar e ante-ético
            O longa mostra a vida dos Tupinambás de acordo como olhar do português. O índio é visto como preguiçoso, malandro, selvagem e sem pudores. Fica evidente 'o jeitinho brasileiro de fazer as coisas'. Infelizmente é essa a imagem que carregamos, o filme só reforça a imagem que vedemos lá fora. O Brasil dos corruptos e dos favelados. Acredito que jamais mostraremos quem realmente somos. Aqueles que não conhecem nosso país acham que vivemos como macacos.
             A idéia geral do diretor, sem dúvida, é inteligente, mas ele foge do foco quando destaca a comédia e a sexualidade. Ele reforça o preconceito que sofremos e perde a oportunidade de mostrar nossas verdadeiras riquezas.

Escrito por Karen Neres
Comunicação Social - Jornalismo - 6º Período

O grão que está presente em todos os lares.



O agropecuarista Luvanor Antonio Ferreira, 49 anos, reside na fazenda Douradinho município de Frutal, e em 1984 começou a cultivar sua primeira plantação de arroz. Nessa primeira fase o plantio foi mecanizado, sendo utilizado um trator e uma plantadora para plantar aproximadamente quatro hectares, e após três meses quando  estava pronto para colher foi usada uma colhedora.
Após isso ficou aproximadamente 15 anos sem cultivar o grão, e apenas em 2000 voltou a plantar arroz, porém reduziu a área de plantio para dois hectares e mudou a forma de plantar para uma plantadora  diferenciada puxada por tração animal e sendo comandado por ele mesmo  assim diminuindo os gastos. A colheita passou a ser manual, cortava o arroz com uma ferramenta - o cutelo-, juntava o arroz e fazia a chamada “pia de arroz”, após isso era estendido ao solo um pano e em cima era colocada uma mesa construída por madeira roliça onde se batia manualmente os fechos de arroz conhecida como “banca”. Feito isto os grãos eram deixados expostos ao sol para secar e depois ensacado para o armazenamento. Mas para ficar pronto para o consumo o arroz ainda tem mais uma etapa para passar, é levado para uma máquina a qual retira as cascas e assim finaliza o processo de plantio e colheita do arroz.
No começo o plantio era realizado para o consumo mas também para venda, porém atualmente o agropecuarista explica que não é viável cultivar o grão para ser comercializado devido ao custo muito alto, o fator do clima que influência muito e o preço pago é baixo. Até meados anos 80 as políticas governamentais incentivavam o plantio desse tipo de grão, pois se o agricultor não conseguisse encontrar um comprador, a sua produção era garantida pelo governo que estipulava um valor mínimo e negociava com o produtor. Porém senhor  Luvanor ressalta que para o consumo se torna viável, pois a economia mensal fica em torno de R$ 100,00 o qual pode ser destinado à outros gastos.
 O custo para o cultivo deste grão é aproximadamente R$ 500,00 por hectare, e o ultimo plantio realizado na propriedade foi em 2010 e a mão de obra voltou a ser mecanizada. O agropecuarista é um dos últimos que ainda luta para não deixar esta cultura acabar, e torce para que o governo olhe mais para os produtores, pois estes são os que fazem o crescimento de todo o país.

Escrito por Lienay Luz
Comunicação Social - Jornalismo - 6º Período



Presidente da APAE Aldino foi reeleito.


O empresário da ACIF (Associação Comercial e Industrial de Frutal) Aldino Cagnin, permanece no cargo de presidente da APAE de Frutal. Outros membros que já participavam permanecem na atual diretoria da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, entre eles o vice Luiz Carlos Alves, que foram reeleitos para o triênio 2011 – 2013. 
Para Aldino, o primeiro mandato foi de bastante aprendizado, e é motivo de orgulho continuar na presidência da entidade, uma vez que a sua permanência foi uma solicitação da diretoria. “Continuaremos a fazer um trabalho de coração dentro da APAE,  fiquei muito feliz e pretendo dar continuidade aos trabalhos que estão sendo desenvolvidos e aprimorá-los ainda mais”, ressaltou.
Aldino destaca que sua diretoria é formada por voluntários e esse é um dos motivos que faz com que ele faça parte da entidade e se proponha a melhorar, e dar um atendimento ainda melhor aos excepcionais. “Tenho orgulho de ser presidente da APAE, porque é um trabalho voluntário, e ele possui uma diretoria atuante, pois a maioria dos membros está há vários anos, são pessoas que continuam se dedicando para que a cada dia alcancem ainda mais o sucesso”. Afirma.
Para o mesmo, a APAE é uma entidade extremamente organizada, com ampla estrutura física, ressalta Aldino: “Fizemos a remodelação da cozinha, construímos mais quatro salas, reformamos a quadra e adquirimos mais um veículo de transporte”. Os resultados positivos da instituição é mérito da comunidade de Frutal que apóia através de iniciativas como a campanha Show de Prêmios, e a parceria de muitas pessoas que contribuem com a APAE.
O presidente aproveitou a oportunidade para agradecer, “independente da forma como nos ajudam e inclusive aqueles que ainda não são nossos parceiros, eu convido-o para acompanhar pessoalmente o que é feito com o dinheiro doado à entidade. Saber em que o recurso é aplicado, e conhecer a forma como os alunos são atendidos na entidade.”, destacou.




Escrrito por Virgínia B. Graciano
6º Período / Jornalismo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Saúde da Mulher em Frutal.


              O Ambulatório Municipal de Saúde da Mulher “Virginia Paula de Queiroz”, atualmente conta com atendimento de catorze profissionais. São atendidas consultas ginecológicas em geral e gestantes.
            Além da ginecologia há também o acompanhamento psicológico nas pacientes que necessitarem. Oferece gratuitamente os exames e remédios básicos, caso ocorra alguma complicação a paciente é encaminhada ao Centro de referência Viva a Vida, que fica ao lado do Hospital Frei Gabriel.
            O atendimento das gestantes é priorizado pelo ambulatório, elas têm todo o acompanhamento durante a gravidez, realizam os exames básicos e têm a disposição os remédios necessários para que a gestação ocorra normalmente. Todo o processo é gratuito.
            O ambulatório atende a 360 gestantes por mês e por volta de 1000 consultas de ginecologia em geral.
            O atendimento fica na rua Pio XII, 446, Princesa Isabel, o telefone é (34) 3423-2610.

Escrito por Aline Basanella
Comunicação Social – Jornalismo- 6º Período

Jovem baleado pula muro de residência e pede por socorro.


Um rapaz foi baleado no abdômen por jovem que está foragido.Uma rixa entre os dois pode ter sido o motivo da tentativa de homicídio registradana última segunda-feira (29) por volta das 21h na rua Afrânio Peixoto, 1505, no bairro Novo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar a vítima, Franciel Arantes, 26 anos, foi abordado pelo autor identificado por João Luiz Teodoro Silva, 22 anos, que acompanhado com outros três jovens desferiu cinco tiros contra o rapaz que conseguiu fugir, e depois de pular o muro de uma residência, que fica próxima ao local do crime, foi socorrido.
Segundo informações de pessoas que estavam próximas ao local, o autor chegou a encostar a arma no queixo de Arantes, que conseguiu se esquivar, mas durante a fuga foi atingido no abdômen. Socorrido até o Hospital Frei Gabriel pela própria guarnição da Polícia Militar ele contou a sua versão aos militares que iniciaram rastreamentos na tentativa de encontrar o autor dos tiros e dos outros envolvidos na ocorrência.
Minutos depois uma das viaturas que fazia rastreamentos encontrou na Vila Esperança um menor de 17 anos que estava com o autor no momento da tentativa. Portando uma garrucha, calibre 22, com duas munições que não estavam utilizadas, o adolescente a princípio disse que era o autor dos disparos contra Arantes, mas depois mudou a versão dizendo que apenas havia entregado a arma para que Silva atirasse contra o rapaz. Apreendido ele foi levado para a delegacia de Frutal para prestar esclarecimentos. Arantes disse que a arma apreendida não foi a utilizada no crime, e confirmou a segunda versão do menor dizendo que o verdadeiro autor dos tiros era Silva. Na tarde terça-feira Arantes deixou o hospital e se recupera bem em casa. 


Escrito por Antonio Araújo
Comunicação Social - Jornalismo - 6º Período